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Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae

Biografia atualizada em 10/04/2012

 STATUS:  Na ativa  FORMAÇÃO:  1996, em Petrolina/PE  ESTILO:  Reggae  MEMBROS:  Maércio José, ou "Tio Zé Bá" (vocal); Ceiça (backing vocal); Lenilson Barboza (bateria/atabaque); José da Silva, ou "Zé Magão" (guitarra/violão); Edvonaldo Pereira (baixo); Marcelo Azevedo (violão)  INFLUÊNCIAS:  Racionais MC's, Tribo de Jah, Edson Gomes, Alpha Blondy, Toquinho, Gilberto Gil, Bob Marley  DISCOGRAFIA:  Apocalypse Reggae Roots, Além Mar (Oficial, 2007)  CONTATO:  (87) 8811-1541  LINKS:  Toque no Brasil, Palco MP3, Myspace, Conexão Vivo, Pernambuco Nação Cultural, Facebook (fan page).

"MÚSICA FEITA COM amor”, assim Maércio José, o Tio Zé Bá da banda Apocalypse Reggae, define seu trabalho. Os 14 anos de amor, estrada e “peleja” trouxeram o amadurecimento musical, que hoje faz do Apocalypse Reggae uma das representantes da cidade de Petrolina no cenário musical de Pernambuco, em eventos como Festival Pernambuco Nação Cultural 2009-2010, Raiz Remix, e palcos alternativos da região.

A AFINIDADE MUSICAL dos componentes da banda surgiu na infância, vivida entre latas, sucatas e batuques feitos nos quintais do bairro petrolinense José e Maria. Em 1996 a brincadeira começa a ficar séria, Maércio, Gil e Beto montam a primeira formação da banda, a “Banda Caos” que, de acordo com os gostos e influências musicais de cada um dos integrantes, tocava diversos ritmos. A guinada para o reggae veio em 1997, com um convite do então percussionista Lenilson. Mas as coisas não parariam por ai. Instigado por outros ritmos Maércio tentava ‘misturar’ a batida tradicional do reggae com o hip-hop. “Mas minhas propostas não passaram, diziam que meu hip-hop não tinha nada a ver com reggae”, nos conta ele.

13 ANOS DEPOIS o show do Apocalypse Reggae faz um passeio por diversos ritmos. A pegada afro-descendente traz as heranças, histórias e lutas do povo negro para os palcos. “Tudo fruto de muito estudo musical”, finaliza Maércio. Estudo musical e engajamento político são dois dos traços mais marcantes da banda. As letras de protesto retratam o cotidiano das comunidades periféricas e das classes marginalizadas da nossa sociedade.

A PARTICIPAÇÃO EM eventos sociais e políticos, como as semanas da consciência negra nas cidades de Juazeiro e Petrolina, encontros estudantis e apresentações no presídio depõem um pouco sobre o trabalho de militância encampado nestes 14 anos de estrada. Um grito pela equidade social que ecoam dos atabaques e da Bateria de Lenilson, cordas de Zé Magão e Edvonaldo, vozes de Tio Zé Bá e Ceiça. Mas é dos palcos fervilhantes de Canoa Quebrada-CE, um dos mais importantes núcleos de reggae do Nordeste, que vem a inspiração para a mistura rítmica que faz o diferencial da Apocalypse.

ATUALMENTE A BANDA se debruça sobre seu quarto trabalho. O disco, que ainda não tem nome definitivo, dialoga com diversos ritmos, desde o ribeirinho Samba de Véio, ao norte americano blues. Passando por Londres a música "Julgado pelas Estrelas" (ouça aqui) foi remixada pelo Dj Darc Marc e a música "Ilha" ganha um toque caribenho. Criatividade, sem perder o reggae de vista, que deixa o som do Apocalypse Reggae mais dançante, afinal de contas, não dá, como a banda mesmo nos fala, pra ficar preso aos arranjos de Bob da década de 70!

(Texto: Quercia Oliveira, Jornalista e Historiadora)

 OUÇA: 
Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae - Julgado Pelas Estrelas by Velho Chico Rock Clube

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