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Manga Rock


O MANGA ROCK deve ter sido realmente o maior festival de rock do interior de Pernambuco (como era previamente divulgado), uma vez que vimos uma verdadeira maratona de mais de oito horas de apresentações totalizando 11 bandas de estilos dos mais variados. A festa aconteceu em Petrolina na Arena Manga Rock em pleno feriado de 7 de setembro (2011) e teve os portões abertos somente às 17h30, apesar de ter sido anunciado que o início se daria às 16h.

A RELIVING, QUE entrou de última hora na programação, subiu no palco e tentou em vão trazer para perto o público que ainda estava tímido, tarefa que A Cúpula conseguiu cumprir logo em seguida sem muito esforço, dedicando a maior parte do show a covers. Cabelo de Serpente incitou todo mundo a “dançar com os passarinhos”, como diz o refrão de uma de suas canções, mas faltou na apresentação um pouco mais de empolgação.

SEGUIU-SE COM toda a destruição sonora do death metal da Assassination que trouxe uma quantidade bacana de headbanguers para o festival; e o retorno aos palcos da sumida e experiente Matheus XV, levando uma nova proposta e a bela Fabiana Santiago nos vocais, bastante aplaudida pelo público, diga-se de passagem. O metal novamente entrou em cena com a Maggica e seu apanhado de covers e uma seleção de músicas que todos não se cansam de ouvir; e a Jagunços, que anunciou desde o Moto Chico que mudariam de nome, mais uma vez animou bastante, tocando músicas para todos os gostos e tendo que acabar sem o cover final de U2.


MEDIEVAIS LEVOU para o palco a mesma proposta da última banda de metal que a precedeu e deu aquela sensação de mais do mesmo, mas houve quem batesse cabeça, é claro; e logo depois foi a vez da Crematorium injetar um pouco mais de death metal na noite que já começava a perder parte de seu público devido aos atrasos na programação (a essa altura já se fazia necessária a redução no tempo das apresentações, que acabou por prejudicar os últimos grupos). A Andranjos provou que ainda tinha muita gente disposta a curtir a festa até o fim e arrancou animadas rodas de hardcore, com as suas músicas que todos já sabem de cor.

TODA A PROVOCAÇÃO e mistura de rock, rap e punk da Irados do Sertão subiram ao palco já depois da meia noite no festival que estava programado para findar às 23 horas; e quando ainda quiseram tocar uma música a mais depois do tempo estourado, a última banda da noite, Cobaias, pediu desculpas e declarou que não iria mais tocar. O público ainda presente, contudo, reverteu a decisão após muitos pedidos e foram agraciados com mais uma "punkadaria" que durou mais que o previsto.

ENTRE ERROS E acertos, o Festival Manga Rock valeu pelo seu desafio e ambição. Movimentou a cena de tal forma que na mesma noite quase 50 artistas se apresentaram, somando 12 bandas e um Dj (na pessoa de Panzarini, que animava os intervalos).